Eternamente, cacunda
Só quem teve o privilégio de assistir futebol desse ângulo sabe a sensação que é. Pernas em cima dos ombros de alguém, mãos suadas, às vezes segurando a testa pra não cair com a emoção. De cavalinho, ou “cacunda”, como se fala no Nordeste. Minha primeira vez no estádio foi no Pacaembu, em 1995, num clássico: Corinthians x Palmeiras. O coração parecia que ia sair pela boca. A camiseta do Corinthians grudava no peito, no calor de 33 graus. Ônibus, trem, perna doendo, sede. O estádio era muito...