Abril ou o cheiro da banana
Catarina, chama-se Catarina. Disse minha mãe. -Nem pensar, não quero que a minha filha seja estampilhada como comunista logo à nascença. Sem nenhuma razão plausível acabei por ser Rita, como se por vontade do meu pai estivesse a escapar ao meu próprio destino. Estávamos no ano de 82. Havia ainda uma liberdade fervilhante, as mulheres tomavam finalmente posse do que lhes foi vedado durante o breu. Foi assim que cresci: envolta no frol da revolução. Aos sete anos aconteceu. Cresci num bairro...