A visita
Mudei-me para uma aldeia no Algarve em busca de paz, como uma pausa da cidade, do barulho e de um relacionamento conturbado. Foi no segundo ou terceiro dia, que notei a casa em frente. Velha, quase em ruína, coberta de heras, com uma única janela aberta e uma cortina branca que respirava com o vento. Achei que estava abandonada. Não estava. Ele começou a me visitar. Sempre nos mesmos horários. De manhã e à noite. Havia nele um cheiro de coisa antiga, parada no tempo. Sentava-se no meu...